Um blog sobre Itália by Ana Borralho

La Bella Italia

Saltimbocca alla Romana

Posted by ana on 16 de Junho de 2012 in Receitas with No Comments


Não é um prato muito conhecido por terras Lusas, pelo menos nós não conhecíamos antes de virmos para cá. Pelos ingredientes nem parece um prato italiano, pois para além de não haver pasta ao barulho, não leva tomate, queijo ou manjericão :D .

A primeira vez que experimentamos este prato foi num restaurante em Roma onde fomos almoçar com um casal amigo ;) .

Não sei se é fácil ou não encontrar Salva em Portugal, eu comprei um vaso desta erva de cheiro, aliás já começa a estar composta a minha coleção de vasos…qualquer dia tiro fotos e faço um post :) .

Passemos à receita:

Saltimbocca alla Romana

  • 6 Escalopes/Bifes de Vitela cortados finamente
  • 6 folhas de Salva (ou Salvia)
  • 6 fatias de Presunto
  • Pimenta moída na altura qb
  • Azeite ou margarina qb
  • Vinho Branco qb

A carne de vitela deve ser batida*. Colocar uma folha de salva por peça de carne, e juntar a pimenta moída na altura.

De seguida colocar a fatia de presunto. As receitas italianas que vimos dizem que a maneira tradicional Romana consiste em trespassar o escalope, o presunto e salva com um palito e levar à frigideira assim. Da maneira que comemos no restaurante e da receita portuguesa, a carne vinha enrolada e segura pelos palitos. Fica ao gosto do freguês fazer como lhe aprouver :P Nós fizemos rolinhos.

O passo seguinte é levar a fritar com alguma gordura (margarina ou azeite ou ambos). Deve-se ir rodando até à carne estar bem dourada.

Nessa altura retiram-se os saltaembocas. Na frigideira junte um pouco de vinho branco e vá mexendo, até ao molho engrossar. Nessa altura sirva o saltibocca com este molho.

Saltimbocca alla Romana cortado ao meio

Nós acompanhamos com legumes vários (a receita fica para outro dia e para outro Blog).

Saltimbocca alla Romana e Legumes

* Os nossos escalopes eram fininhos acabamos por não o fazer, mas à posteriori acho que fica melhor.

 

Portugueses em Roma

Posted by ana on 5 de Março de 2012 in Quotidiano with 1 Comment


Provavelmente a comunidade mais pequena de toda a Roma. “Se existem portugueses a morar nesta cidade, onde estão? Aqui!” É com esta frase, que o Mechanique, fundador da página no Facebook “Portugueses em Roma” descreve este pequeno Grupo.

O grupo, atualmente com 25 membros, teve o seu início a 11 de Novembro de 2011.

Não é um exagero dizer que provavelmente somos das comunidade mais pequenas de Roma, pois somos mesmo poucos….infelizmente. Alguns dos membros do grupo demoraram muito tempo (anos?) a encontrar outros portugueses, eu quando vim para Roma tive a sorte de conhecer imediatamente alguns lusos :P .

Dos 25 membros, 6 estão de alguma forma ligados ao ESRIN/ESA. Pode-se dizer que a Agência Espacial Europeia contribui e muito para a população portuguesa em Roma ;) .

Já foram organizados alguns almoços e jantares, eu ainda não pude ir, mas não posso perder o próximo. O único denominador comum do grupo é sermos portugueses e se não fosse a casualidade de estarmos numa cidade onde somos criaturas raras, nunca nos conheceríamos :) .

A imagem presente no post é o logotipo do grupo, foi criado pela Ana Costa, uma designer gráfica, membro deste pequeno grupo :D .

 

 

Panteão de Roma

Posted by ana on 31 de Janeiro de 2012 in Viagens with No Comments


Eu sei que o Coliseu é o monumento mais emblemático de Roma e ao contrário de muita gente eu não fiquei nada desiludida com o dito cujo. Mas o meu preferido é o Panteão.

A primeira vez que visitei Roma, o Panteão (Pantheon)  estava fechado. Nunca tinha ouvido falar muito dele, tal como para muitos turistas eu queria ver o Coliseu (Colosseo), a Fonte de Trevi (Fontana di trevi) e o Vaticano. Não me dei ao trabalho de fazer pesquisa alguma, coisa obrigatória para mim antes de visitar algum local, o Bruno já estava a viver perto de Roma e já conhecia bem a cidade, logo apenas me deixei conduzir por ele ;) .

Ás vezes gostamos de algo e não sabemos explicar muito bem o porquê. Podem ser uma série de pormenores geniais ou a forma como vivemos a experiência em determinado momento.

Visto de fora este monumento tem pouco de belo, ao contrário das edificações feitas até então que davam grande importância ao aspeto exterior. Basicamente é um cilindro encimado por uma meia esfera cuja entrada tem um pórtico com 16 colunas de granito.

Não estando o edifício aberto na minha primeira visita, estranhei o grande número de turistas que faziam fila em frente à grande porta fechada. Estariam à espera que abrisse? Não. Estavam um a um a espreitar o interior do monumento pela ranhura da porta :D Adivinhem quem também ocupou um lugar na fila? Io. Com um breve e limitado deslumbramento do interior por entre as portas fechadas, consegui apenas abrir o apetite para a segunda visita :) .

Na minha segunda visita, o medo de o edifício estar novamente fechado atormentava-me, mas para grande alegria, as portas dessa vez estavam abertas. A beleza interior nada tem a haver com a exterior. A primeira coisa que fiz foi olhar para o teto, para ver a abertura circular com cerca de 8 metros de diâmetro no topo da cúpula, que  permite a entrada de luz no edifício, sendo esta a única iluminação natural. Além de entrar luz, quando chove também entra chuva, mas o piso é suavemente inclinado para permitir o escoamento da água ;) .

 

 

A cúpula tem cerca de 43m de diâmetro, que também é a distancia que vai desde o óculo até ao chão, desta forma se a cúpula fosse prologada formando uma esfera…esta tocaria o piso.

 

O Panteão como o conhecemos hoje, data de 125 d.C.. Este edifício substituiu uma construção menor de 27 a.C., que sofreu um devastador incêndio. Além de servir como igreja cristã desde 609 d.C., abriga também as sepulturas de personagens ilustres, sendo o pintor renascentista Rafael o mais famoso.

Há muito de génio na construção desta obra, que não sofreu quaisquer restauros estruturais…e já lá vão quase 2000 anos…continuando firmo e hirto :D .

    

Uma hora em Roma

Posted by ana on 13 de Novembro de 2011 in Viagens with No Comments


Roma não é a minha cidade Italiana preferida, mas por ser a capital Italiana e vizinha de minha casa, acho que devo falar dela em primeiro lugar.

Se me perguntassem: “Tenho apenas uma hora para visitar algo em Roma, o que aconselhas?” Eu responderia: Monumento Nacional a Vítor Emanuel II (Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II).

Monumento Nacional Vítor Emanuel II

O monumento é um bloco maciço de mármore branco, com uma monumental estátua do Rei a cavalo e uma enorme escadaria. No topo encontramos duas estátuas, uma a cada “canto” do semicírculo, da deusa Vitória sobre uma quadriga. Devido à sua forma e cor tem diversas alcunhas, como “máquina de escrever” ou “bolo de noiva”, a minha favorita. Não aconselho a visita ao Vitoriano pela sua beleza intrínseca, nem por ter o nome do meu pai, mas pelo fabuloso panorama que é possível vislumbrar do seu topo, acessível por elevador depois de pagar a módica quantia de 6 euros. As vistas são espetaculares, e todos ou quase todos os grandes monumentos de Roma são visíveis daqui – o centro histórico de Roma não tem arranha-céus. Temos uma vista privilegiada sobre os Fóruns Imperiais e Capitolino e também do Coliseu que parece estar mesmo aqui ao lado, a cúpula da Basílica de São Pedro e muitos outros domos estão também na linha do horizonte.